domingo, 26 de setembro de 2010

Deu hoje na Folha: Sephora planeja entrada no país com venda parcelada

Marca de cosméticos de luxo tem estratégia para classe C, com vendas em 12 vezes, e busca espaço em shoppings

Depois de comprar 70% do site brasileiro Sacks, grupo francês LVMH vai mudá-lo até 2012 para sephora.com.br

Gabriel Baldocchi
Colaboração para a Folha

Depois de precisar contratar funcionárias brasileiras para dar conta das compradoras do Brasil nas suas lojas em Paris, a marca de cosméticos francesa Sephora planeja agora seu desembarque no Brasil.

A marca está em negociação com shoppings para a abertura de lojas, mas vai aproveitar a estrutura do site Sacks, comprado em julho.

O grupo francês de bens de luxo LVMH, dono da Louis Vuitton, comprou 70% do site brasileiro de cosméticos, em negócio estimado em R$250 milhões.

Num esforço para alcançar a classe C, a empresa pretende manter o parcelamento em 12 vezes - tradicionais na Sacks - nos produtos da marca Sephora.

"Precisamos tornar o luxo mais acessível. Dá pena ver que os brasileiros viajam para fora e consimem lá porque os preços são muito melhores", diz Carlos André Montenegro, presidente-executivo do site Sacks, que deve se transformar até 2012 em sephora.com.br.

Ele também diz que vai tentar convencer o governo a diminuir as tarifas para a importação de produtos de beleza, que chegam a 79%.

Apesar de surpreso com pesquisas de mercado que indicaram conhecimento da marca francesa pelas brasileiras, Montenegro afirma que a Sacks ainda tem mais força. Ele e seus sócios ainda detêm 30% da Sacks.

A Sephora tem 700 lojas em 13 países (250 apenas nos EUA). O nome é uma fusão de "sephos", o termo da Grécia Antiga para beleza, com Zípora, mulher de Moisés no livro "Êxodo" da Bíblia.



Essa notícia veio na Folha de SP de hoje (transcrevi na íntegra), e eu acho que indica uma bola que a gente já tinha cantado: os precinhos na Sephora brasileira não serão dos mais baixos. Confesso que um dos subtítulos me assustou, esse que fala do parcelamento em 12 vezes. Claro que parcelamento é conveniente quando a gente quer algo e não dispõe do dinheiro pra comprar à vista sem comprometer o orçamento. Mas fazer 12 parcelas de dívida pra comprar blush me assusta um pouco.

Contudo, parece que tem uma luz no fim do túnel: obviamente que com taxa de importação a 79% não tem mesmo como um produto ser barato. Mas segundo esse senhor Carlos André Montenegro, presidente da Sacks, deve rolar um lobbyzinho para que essas tarifas diminuam. Não sou economista, não entendo lhufas de economia e não sei se é possível que isso aconteça - mas imagino que seríamos beneficiadas tanto pelo preço mais baixo dos importados, quanto talvez pela indústria nacional melhorando seus produtos pra se equiparar à concorrência. Será que estou certa? Go, Carlos André Montenegro, go!

12 comentários:

  1. Definitivamennte passar um ano pagando um "blush"(por exemplo), não faz parte da minha realidade, acredito que os produtos sejam maravilhosos!!! Mas para mim nada é perfeito, existe com certeza algo dentro do meu orçamento que me traga o mesmo benefincio, ou que então esteja bem perto!!!
    Sinto pela Sacks, adoro comprar lá e adoro exatamente como ela é , não gostaria que mudasse!!
    Bjo
    Dani Donida

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  2. eu fui em 3 sephoras nos estados unidos e duvido que vão trazer o mesmo tipo que mercadoria que vende lá fora, tomara que sim né!!!

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  3. Eu tenho medo é dos preços mesmo!

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  4. É! Não quero nem imaginar os precinhos!

    Para parcelarem em 12x é pq não é nada barato rsrsrs

    Beiijos

    http://diario-de-uma-consumista.blogspot.com/

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  5. Eu acho que o fato da Sephora vir pra cá não quer dizer que vão vir todas as marcas que tem lá de fora. Duvido que a Sacks, a Época, etc. ainda não tenham sondado as marcas tipo Benefit, Bobbi Brown, MUFE, etc. sobre a possibilidade de comercializá-las aqui no Brasil.
    Não deve ter havido interesse. Outra coisa que complica são os impostos, os preços dos produtos que já são vendidos aqui deve ser o mesmo.

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  6. Dani, isso foi uma coisa que eu pensei também. A notícia dava ênfase à "marca Sephora", e não às outras. Além disso, não são todas as lojas físicas Sephora que vendem todos os produtos. Por exemplo, uma vez eu estava nos EUA e recebi encomenda de um perfume, daí descobri que era uma linha que só era vendida nas Sephoras européias. Procurei Illamasqua na Sephora em Puerto Rico, e não tinha, daí a gerente (que aliás ea brasileira) explicou que não vendiam Illamasqua lá. Da marca Sephora eu sou fã do spray e do shampoo para pincéis, e dos próprios pincéis, e também dos sabonetes líquidos, mas o make eu nem acho tão grandes coisas...

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  7. outra marca que literalmente delirou ao vir pro brasil foi a eyeko. eu passei no site deles pra comprar o big eyes e qual não foi a minha surpresa? U$ 30,50!!! peraí, não era 16??

    vi depois que eles reajustaram os preços no site qdo percebem que a gente é do brasil! na verdade pra gente vai ser eyeko.com.br (pagando U$ 30,50) e pro resto do mundo (eyeko.com) pagando os U$ 16,oo.

    não sei vocês, mas pra mim a marca MORREU! a 60 reais eu compro o hypnose no morangão!

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  8. precisa mesmo diminuir os impostos sobre os produtos de beleza, quem ja entrou no site sweetcare sabe como as coisas aqui são caras.

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  9. Facilitando a leitura:
    Queridas sou sua seguidora, más por favor, eliminem as bolinas como fundo para os parágrafos, é um terror para os olhos, não estou conseguindo ler de corrido .

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  10. Pura ilusão achar que a Sephora virá para o Brasil vendendo cosméticos aos mesmos preços praticados la fora. Talvez até consiga se aproximar, se esse lobby em cima dos impostos surtir algum efeito.
    De qualquer forma, eu não acredito que os preços ficarão maiores do que já são na Sack's e que bom que resolveram não tirar a facilidade do extenso parcelamento no cartão. E tomara que não tirem o frete grátis também.
    Pra mim, a Sack's tava de bom tamanho. A única vantagem que vejo nesse negócio com a Sephora são as marcas que ela poderá trazer na bagagem.

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  11. Gabis, mas eu nem falei isso, falei justamente o contrário: acho que os preços vão ser bem altos, e daí o parcelamento. É o parcelamento que me assusta.

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  12. Ele sente pena porque compro lá fora? Pena eu tenho de quem compra em 12 vezes aqui porque o preço é absurdo.

    Frase infeliz.

    Viva o Morango Gigante (se a Sacks vale 250 milhões, o Morango vale bilhões para nós, né?)!

    Beijo, meninas!

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