quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Curioso: Agência francesa oferece sessões de beleza para desempregadas.

Deem uma olhada nessa 'notilsa' curiosa que a Beinha mandou, tirada do G1:

Agência francesa oferece sessões de beleza para desempregadas

Idéia é ajudar mulheres a se reinserirem no mercado de trabalho. Projeto ajuda no resgate da motivação e auto-estima.



Francesa aprova a ideia da agência, e inicia a própria 'transformação'. 

Francesa aprova a ideia da agência, e inicia a própria 'transformação'. (Foto: Reprodução / BBC)


A principal agência de empregos da França começou a oferecer um serviço inusitado: sessões de beleza para mulheres que estão há muito tempo sem emprego. Assista ao vídeo da reportagem.
O projeto parte da ideia de que uma transformação na imagem pode ajudar mulheres a serem novamente candidatas de peso na busca por trabalho.
São mulheres como a cantora Louise, que está desempregada há algum tempo e acha que essa pode ser a solução.
'A realidade é que os empregadores ficarão mais interessados se você estiver mais bonita e for mais atraente. É assim que as coisas funcionam', diz.
Mas ela acha que, se a pessoa não fizer bem o seu trabalho, a beleza não vai funcionar. Projeto tenta recuperar confiança das mulheres em sua imagem.
Confiança
Um em cada dez franceses está sem emprego. Um dos maiores problemas da agência é encontrar trabalho para os que estão desempregados há muito tempo, em especial as mães.
Financiado por uma série de patrocinadores, o projeto pretende ajudar também as mulheres que perderam a confiança em sua própria imagem.
'Nós perdemos um pouco da autoconfiança', diz uma das mulheres que compareceram à inauguração do projeto. 'Não sabemos mais se nossa imagem é positiva, dinâmica, se parecemos motivadas. Por isso, quando eu fiquei sabendo desse projeto, eu pensei que poderia ser interessante.'
Um dos diretores da iniciativa francesa diz ainda que ela poderá ser estendida, em breve, aos homens.
'Tudo depende das técnicas utilizadas para cada um. No caso dos homens, cabeleireiros e conselheiros de moda podem ajudá-los a ter uma imagem melhor', diz.


O que despertou meu interesse e minha curiosidade nessa notícia foi, em primeiro lugar, a relação dos franceses com o tópico beleza, que é bem peculiar. Afinal, por menos que a pessoa se interesse por beleza-moda-e-afins, não dá simplesmente pra ignorar Chanel, Dior e afins. As grandes maisons têm, sim, importância histórica e econômica (bota econômica nisso!), muito antes de serem meras fábricas de supérfluos caros. Há quem defenda a importância delas também na arte e há quem discorde, mas nem vou entrar nesse particular aqui.

Em segundo lugar, e fico feliz em dizer isso, talvez estejamos caminhando pra um mundo onde estar bem consigo mesma não seja sinônimo de futilidade - mesmo que esse "estar bem" requeira algumas camadas de corretivo, base, rímel e batom. E esse blog curte a vibe do "direito de se cuidar", sim, com a ajuda dos nossos queridos batons de 3 reais, acessíveis para quase todos os bolsos.

Não duvido que exista alguma pesquisa científica que comprove que estar arrumada ajuda muito a se estar mais confiante. Porque eu acho que todo mundo já se sentiu assim. É isso que essa agência francesa tenta fazer.

E como eu já arrumei muita briga respondendo "verdade, mas precisa mais ainda de escolas, hospitais, saneamento básico, alternativas a enchentes, transporte público de qualidade" a quem me diz que SP precisa de ciclovias, prefiro nem começar a tentar pensar se tal alternativa seria viável no Brasil. Acho, sim, que a gente pode começar pelo batonzinho de R$3.

E vocês, o que pensam????

22 comentários:

  1. Logo pensei nisso que falastes no final, que as pessoas pensam rápido nos outros serviços básicos que tem deficiência no Brasil. Ok, mas sabemos o quando produzimos melhor quando estamos de bem com a gente, nos cuidando né? Esse é um assunto que não pode ser deixado de lado, é porque deixa-se de lado que muita gente tem dificuldade de se aceitar e isso acarreta problemas graves. Acho o cuidado individual fundamental e se os incentivos são bem vindos, sejam eles oriundos de qualquer fonte que seja.
    Adorei o post!

    Beijos, Mariana.
    www.shemakesup.com.br
    @shemakesup

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  2. Só porque é na França, né? Tudo lá é chique! aheuhauh
    Vê se no Brasil o pessoal faz isso!
    Deve ser porque aqui a gente não tem uma Carla Bruni... :/ Vamos ver a Dilma, né? Quem sabe ela não faz essas coisas também?

    Beijos!

    http://makeupada.blogspot.com/

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  3. Acho que vc está super certa em relação ao Brasil, mas achei a iniciativa deles muito interessante... mas, cada caso é um caso... por aqui isso somente seria mais uma medida paliativa...
    Bjus
    ;)

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  4. Achei otimo! Nd como dar um up da autoestima das mulheres que a mto se sentem um fardo na sociedade, desempregadas a anos, sofrem preconceito por serem mães e abrirarm mão de sua propria aparencia de bem estar. O que falta é que todos reconheçam que assim como musica é terapeutica e acalma, uma estateica bem tratada faz com que a pessoa se sinta melhor consigo, chega a ser algo que ajuda na saude mental da pessoa e não só massageia o ego.

    ^.^

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  5. Ai, eu tenho um problema sério com o tipo de mensagem que iniciativas assim passam. Eu adoro maquiagem e afins (oi? tô lendo esse blog, né?), mas sou feminista e super contra que esse direito e prazer de se arrumar vire uma obrigação. Claro que eu entendo que a falta de vaidade pode refletir baixa auto-estima. Mas eu não quero viver num mundo em que uma mulher precise se maquiar pra conseguir um emprego. E acho que é possível sim refletir motivação, disposição e atitude com a cara lavada. Então eu faço careta mesmo pra tudo que sugira que a a maquiagem é um padrão ao qual todas as mulheres tem que submeter se quiserem ser bem sucedidas. Maquiagem é bom pra quem gosta, e eu defendo o direito de não gostar.

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  6. Iara, poxa, vc tocou num ponto super interessante. Já leram o http://ludmilismos.blogspot.com/ Ela fala bastante sobre isso, já que decidiu parar de usar um monte d coisas femininas (bolsa entre elas) em nome de um série de outras coisas (não vou listar aqui para não ser reducionista).
    De fato ainda estamos longe de sermos uma sociedade onde podemos escolher como, afinal, queremos ser/nos vestir. No entanto, a ditadura da beleza também atinge os homens... com bem menos dureza, é claro. mas não só nós temos que ser bonitas e ter dentes lindos.
    De todo modo, eu posso falar por mim.E nem vou falar de make, mas de como mudei o meu jeito de me vestir quando me transformei de uma pessoa que não via luz alguma no fim do tunel a uma pessoa mais feliz e mais confiante. Deixei de usar só preto e terninhos de advogada (já gostei, não gosto mais) para usar saias, vestidos (que eu gosto, usa quem quer) e blusas coloridas. PRA MIM isso foi uma revolução estética externa que refletiu a minha revolução interna. A make veio junto (e o VNF? tem uma grande responsa por indicar makes legais a preços acessíveis sem medo de ser feliz).
    Enfim, a gente pode se cuidar de varios jeitos, né? Acho que uma pessoa que se ama e se cuida, mesmo sem maquiagem, transmite isso pra quem está em volta. E com o bonus de receber o feedback de quem tá em volta. Ele só reforça um processo positivo.
    De todo modo, achei a iniciativa interessante. vai quem quer, ninguém é obrigado. O governo frances, até onde sei, faz mtas coisas para recolocar gente no mercado, uma amiga que mora lá sempre conta dos cursos e etc que fez, e funciona. um extra pra quem tá a fim pode ser o tapa final :)
    beijos pra Loo e Joo!!!

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  7. Vivemos em um país tão carente, de tantos serviços básicos, que auto-estima, auto-aceitação nos parece necessidades supérfluas. Então, de certa forma, este post reflete o fato de nos sentirmos, de forma geral, meio culpadas por acharmos a forma um ítem importante, quando falta a parte dos brasileiros meios de sobrevivência.

    Acho que sentir-nos importante é um passo inclusive para exigir os serviços que deveriam ser básicos (como saúde, educação, e etc, como foi dito). Se aqui no Brasil as pessoas, comona França, se dessem o valor, enquanto seres humanos, cidadãos com direitos, talvez não fosse muito ter acesso a um serviço que cuidasse da aparência de quem quer se sentir melhor neste aspecto.

    Enfim, já falei demais, post grande é muito chato. Só para acabar, não devemos nos sentir culpadas por querer se sentir bonita e ser reconhecida como tal, acho que só devemos sempre reavaliar qual o peso que a forma deve ter nas nossas vidas, diante de todos os demais aspectos dela.

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  8. Ju, acho interessante esta iniciativa, mas acho pouco provável que aqui no Brasil tivesse gente para patrocinar. Seria uma grande propaganda para marcas como Natura, Boticário, ..., pois esse tipo de iniciativa agrada, né? Apesar de parecer "fútil", não é não, pois muitas vezes o que os desempregados precisam é uma injeção de ânimo.

    Como programa do governo, acho que seria dinheiro melhor gasto do que aumentar o salário dos nossos deputados...

    Beijos

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  9. Creio que devemos pensar como é válida a iniciativa, não apenas na questão ditadura da beleza, na obrigação de ser bonita, usar maquiagem, etc., mas sim, em como iniciativas como essa ajudam a elevar a auto-estima dessas mulheres, que, provavelmente não tem recursos para uma sessão de beleza. Quem não gosta de um carinho???

    Bjs

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  10. Iara, o direito de não gostar tá aí pra quem quiser, e o de gostar também. Em nenhum lugar na matéria diz que as mulheres são obrigadas a usar este serviço. Acredito que haja quem pense que não precisa. Daí pronto, não vai.

    O que é complicado é que o mundo nem sempre é como a gente quer. Eu tenho a sorte de ter passado num concurso público e, dentro de certos limites, poder ir trabalhar vestida como bem entender (leia-se jeans, camiseta, tenis e sem maquiagem). Mas posso dizer COM CERTEZA que os advogados (eu atendo advogados) me respeitam infinitamente mais quando estou arrumada. E é curioso isso, porque o blog que a Emilia mencionou tem um texto onde a menina fala que quando o marido dela bota blazer, já querem que ele entre na fila da primeira classe pra embarcar.

    Eu não estou dizendo que é BOM, que é o mundo ideal, onde todo mundo recicla o lixo e deixa o carro em casa. Mas conversa com qualquer analista de RH que eles vão dizer que, sim, aparência é considerada na hora da busca por emprego, e numa escala bem grande. Além do que, como eu falei, acho que na França a relação das mulheres com a beleza é um pouco peculiar. Essa iniciativa me parece um misto das duas coisas.

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  11. Joo,

    Mas não é a questão do decoro da aparência o ponto. Mesmo! Super entendo que, pra algumas profissões sejam exigidos certos trajes. Acho até que os homens sofrem muito mais do que nós neste sentido, passam mais calor e tal. O que me incomoda é que essas exigências não sejam minimamente equivalentes. Quer dizer, pra mulher, não basta estar limpa alinhada: é necessário bijouteria, maquiagem, salto, cabelo com escova feita, etc, etc.
    O mundo não é como eu quero, claro. E eu me adapto a ele, mas se a gente se adaptasse o tempo todo, tava aí usando espartilho, né? Eu acho que iniciativas públicas contribuem de maneira incisiva, seja positiva ou negativamente, na construção deste mundo. E, pessoalmente, acho que esta iniciativa deixa subentendido que ok se as empresas preferirem uma mulher maquiada. Que como se maquiar é algo que a gente tem a escolha de fazer, ué, se você escolheu não fazer, azar o seu, porque estamos te dando a oportunidade. Obrigada ninguém é, eu sei, mas quando a gente aceita algo como o padrão, o "normal", tende a excluir quem está de fora. Como a gente sabe que ninguém escolhe nascer negra, é muito feio discriminar. Mas poxa, que trabalho dá passar um batonzinho? Se você não passa, é uma preguiçosa desleixada, porque teve opção, o governo até ensina quem não sabe! Então, que as empresas pensem assim, posso não concordar, mas a iniciativa privada pode ter seus critérios subjetivos. Que o governo endosse este tipo de pensamento, soy contra. Mas, né? Pitaco só. Eu sou super chata, panfletária mesmo, mas sei que este não é o espaço pra isso, malzaê. =D

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  12. "Que o governo endosse este tipo de pensamento, soy contra"

    Iara, onde que tem iniciativa pública na conversa? o texto deixa claro que trata-se de uma iniciativa privada

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  13. Ok. Entendi agora. Vou explicar minha confusão: a principal agência de empregos francesa é a pública, que tem "agência" até no nome: Agence Nationale pour L'Empoi, a ANPL. Então, apesar de não dizer em lugar nenhum que é ela (e também não dizer que não é), foi isso que eu entendi.Mas não deve ser mesmo. E claro, se for uma agência privada, minha opinião é a mesma, mas da iniciativa privada a gente não espera o mesmo comprometimento, então ok. Sorry pelo mal entendido.

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  14. É interessante como algumas pessoas reagem de forma calorosa à um assunto tão simples: tem que se apresentar bem profissionalmente pois o mercado de trabalho funciona assim. Maquiagem ajuda na auto-estima pois realça o que temos de melhor e queridas, passou dos 35, vai precisar de uns retoques! Meu marido vai trabalhar arrumadíssimo, passa matificante na cabeça (é, ele não tem cabelos), perfume, cremes, cuida da sobrancelha… tem que parar com essa bobagem de ver tudo como uma causa justa para lutar pelos seus direitos de a ou b… cortar e escovar os cabelos é a mesma coisa que passar um rímel e corretivo - maquiagem não significa sair de casa parecendo a Emília do Sítio! Ah, e se o Brasil não tem serviços básicos e a pobreza nos incomoda, não é parando de usar rímel e batom que vamos mudar isso. Faça sua parte no social, ajude, seja voluntária, adote um cão, ajude financeiramente como pode mas não me venha com ladainhas.
    p.s. Iara, não entendi a comparação de "Como a gente sabe que ninguém escolhe nascer negra" com "usar maquiagem para resgatar a motivação e melhorar auto-estima".

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  15. Beinha, a comparação é: discriminar é feio pra mim, sempre. Daí que discriminar alguém por algo que a pessoa não escolheu é politicamente incorreto, condenável. Mas discriminar alguém por uma escolha nos parece plausível, questão moral mesmo. Manja discurso de que gordo é gordo porque é preguiçoso e comilão? Tem gente que acha mesmo que não usar maquiagem é relaxo, preguiça, falta de auto-estima, etc etc. E eu acho que não usar maquiagem é uma opção, tão válida como a minha de usar, e conheço mulheres com a auto-estima ótima que não usam, ué (e gente muito bem arrumada com auto-estima baixíssima). O mundo pode até ser assim, mas pessoalmente acho bem triste que uma mulher seja discriminada por ter feito escolhas diferentes das minhas. Absolutamente nada a ver com condenação, futilidade, etc, etc, porque, oi, eu gosto do assunto, tô sempre por aqui. Só um contraponto mesmo, super na paz.

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  16. Aparência é linguagem, a primeira que a gente aprende. Ten coisas que nos agradam os olhos, outras não. Não acho que ninguém seja obrigado a usar maquiagem, mas, se for um ambiente onde isso é esperado, não se pode reclamar de haver um certo olhar torto, um pré-julgamento. Eu sou advogada: não vou trabalhar de jeans rasgado, tênis sujo e olheiras. Quem tem um emprego mais informal pode não ganhar nenhum olhar torto se aparecer assim. Não me sinto oprimida pela "obrigação" de usar maquiagem: sabia que meu meio era assim quando o escolhi, escolhi a imagem que quis passar e decidi me maquiar por isso. Escolhi. Não vejo imposição social nenhuma nisso, não tem patriarcado, nada.

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  17. "(...) é necessário bijouteria, maquiagem, salto, cabelo com escova feita, etc, etc."

    Falando assim parece que o mundo inteiro trabalha em escritório!

    Eu sou professora. Eu posso ir de tênis, de jeans, sem maquiagem nenhuma, sem escova. Eu não posso ir de decote.
    Advogada pode ir de decote e não pode todo o resto.

    Vamos combinar que cada carreira, cada profissão, cada emprego tem realidades diferentes, né, pessoal? Partindo de uma generalização grosseira dessas fica difícil discutir um tema com tantas nuances.

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  18. (Sorry, quero acompanhar os comentários e esqueci de marcar a caixinha. Postando de novo pra isso!)

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  19. Eu só não entendi aonde que se fala no artigo que as mulheres estão sendo discriminadas. A agencia ofereceu o serviço para _homens e mulheres_ e foi bem aceito por todos _que estavam desempregados_ para ajudar na busca de um novo emprego. Simples assim... não quer usar maquiagem, não usa, vai procurar emprego de cara lavada, ninguém disse que não pode!

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  20. Achei muuuuuuuuuito interessante a idéia!!! E, sim, concordo que, numa realidade como a nossa, há muitas outras prioridades/necessidades. Mas, se já que não dá para resolver tudo, de uma única vez, vamos aplaudindo (e, quem sabe, copiando) as idéias dos outros países!!! Já estive, por quase 01 ano, desempregada, e sei o quanto a auto estima fica abaixo da camada do pré-sal... rs... rs... Beijos!

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